Boas práticas de Segurança


Para a utilização da plataforma de e-mail de uma forma segura, produtiva, profissional e educada, existem um conjunto de boas normas que devem de ser seguidas, como por exemplo:


Utilize o e-mail de forma segura

O e-mail é uma das ferramentas de comunicação mais utilizadas nas organizações e, simultaneamente, um dos principais meios utilizados pelos cibercriminosos para realizar ataques. Phishing, roubo de credenciais, distribuição de malware e fraude são algumas das ameaças que podem ter origem numa simples mensagem de e-mail.

Uma utilização segura do e-mail depende tanto do comportamento dos utilizadores como das medidas de segurança implementadas pela organização.


Confirme sempre o remetente

Quando receber um e-mail, verifique cuidadosamente o endereço do remetente, especialmente quando a mensagem solicita uma ação, a abertura de um ficheiro, o acesso a uma ligação ou o fornecimento de informação.

Tenha particular atenção a endereços que tentam imitar empresas, fornecedores ou pessoas conhecidas. Um endereço aparentemente legítimo não garante, por si só, que a mensagem seja verdadeira.

Esta verificação é uma das primeiras barreiras contra ataques de phishing, nos quais os atacantes tentam levar o utilizador a fornecer credenciais, informação confidencial ou a executar uma ação que comprometa a segurança.

Consulte as nossas informações sobre phishing aqui.


Tenha cuidado com anexos

Não abra ficheiros anexados a mensagens suspeitas ou provenientes de remetentes desconhecidos.

Documentos do Office, ficheiros PDF, ficheiros comprimidos ou outros tipos de anexos podem ser utilizados para distribuir malware ou explorar vulnerabilidades.

Se não estiver a aguardar determinado ficheiro, confirme a sua legitimidade através de outro canal de comunicação, antes de o abrir. Em caso de dúvida, reporte a mensagem ao responsável ou à equipa de IT da organização.

Não elimine simplesmente uma mensagem suspeita sem a reportar quando existir um mecanismo interno para esse efeito. O reporte atempado pode permitir à organização identificar e bloquear uma campanha de ataque que esteja a atingir vários utilizadores.


Nunca envie palavras-passe ou informação bancária por e-mail

Nunca envie por e-mail palavras-passe, códigos de autenticação, números de cartões bancários ou outra informação altamente sensível, sobretudo em resposta a um pedido inesperado.

Tenha especial cuidado com mensagens que solicitem transferências bancárias, alterações de dados de pagamento, informação financeira ou credenciais de acesso. Estes pedidos podem fazer parte de esquemas de fraude ou Business Email Compromise (BEC).

Quando for necessário transmitir informação sensível, devem ser utilizados meios e mecanismos de comunicação aprovados pela organização e adequados ao nível de sensibilidade da informação, incluindo soluções de partilha segura e, quando aplicável, mecanismos de encriptação.


Não clique em ligações suspeitas

Não clique em ligações existentes em mensagens suspeitas, mesmo que o texto da mensagem pareça legítimo.

Antes de selecionar uma ligação, verifique cuidadosamente o endereço de destino. Quando tiver dúvidas, aceda diretamente ao site através do endereço que conhece ou utilize um marcador (bookmark) previamente guardado no navegador.

Esta precaução é particularmente importante em mensagens que alegam existir um problema com uma conta, uma encomenda, uma fatura ou um pagamento e que exigem uma ação imediata.

Desconfie de mensagens urgentes ou fora do habitual.

Os atacantes recorrem frequentemente à engenharia social para criar um sentimento de urgência, medo ou pressão e levar o utilizador a agir sem verificar a legitimidade do pedido.

Desconfie particularmente de mensagens que:

• exigem uma ação imediata;

• solicitam informação confidencial ou credenciais;

• pedem transferências ou alterações de dados bancários;

• parecem ser provenientes de um superior, cliente ou fornecedor, mas apresentam um pedido fora do habitual;

• contêm erros, linguagem pouco habitual ou alterações inesperadas no estilo de comunicação;

• apresentam ligações ou anexos que não estava à espera de receber.

Perante um pedido invulgar, confirme-o através de um canal alternativo, utilizando um contacto que já conheça e não os dados fornecidos na própria mensagem.


Medidas que as organizações devem implementar

A segurança do e-mail não deve depender exclusivamente da atenção dos utilizadores. As organizações devem implementar controlos técnicos e procedimentos adequados para reduzir o risco associado ao correio eletrónico.

Entre outras medidas, é recomendável:

• utilizar autenticação multifator (MFA) para proteger as contas de e-mail;

• implementar filtros de spam, phishing e malware;

• manter os sistemas de e-mail e respetivos componentes devidamente atualizados;

• utilizar mecanismos de autenticação e proteção do domínio, como SPF, DKIM e DMARC;

• definir políticas para utilização segura do e-mail e tratamento de informação sensível;

• proporcionar formação e sensibilização regular dos colaboradores;

• disponibilizar um mecanismo simples para reportar mensagens suspeitas;

• monitorizar incidentes e tentativas de ataque e utilizar essa informação para melhorar continuamente as medidas de proteção.

A implementação destas medidas deve ser enquadrada na política de segurança da informação da organização e pode ser suportada por referências reconhecidas, como a ISO/IEC 27001, ISO/IEC 27002, NIST Cybersecurity Framework e CIS Controls.


Pare, verifique e confirme

O princípio mais importante é simples: se uma mensagem provocar dúvida, pare antes de agir.

Não abra anexos, não introduza credenciais, não efetue pagamentos e não divulgue informação sensível sem confirmar primeiro a legitimidade do pedido.

Uma pequena verificação pode evitar um incidente de cibersegurança.

  


Mantenha os sistemas e aplicações atualizados
Manter os sistemas operativos e as aplicações atualizados é uma das medidas mais importantes para reduzir o risco de ciberataques. Muitas das ameaças informáticas exploram vulnerabilidades já conhecidas em sistemas e aplicações para os quais existem atualizações de segurança disponíveis.
Uma aplicação ou sistema desatualizado pode, por isso, representar uma porta de entrada para um atacante. Quanto maior for o número de sistemas vulneráveis numa organização, maior será a sua superfície de ataque.
As organizações devem também garantir que as soluções de segurança, como antivírus e sistemas de proteção dos equipamentos, se encontram instaladas, ativas e devidamente atualizadas.

Tenha um plano de gestão de atualizações
A atualização dos sistemas não deve depender de ações pontuais ou da intervenção manual de um utilizador. As organizações devem estabelecer um processo formal de gestão de atualizações (Patch Management), integrado na sua estratégia de cibersegurança e na gestão de vulnerabilidades.
Esse processo deve incluir, entre outras, as seguintes atividades:
  1. manter um inventário atualizado dos sistemas, equipamentos e aplicações;
  2. identificar regularmente novas vulnerabilidades e atualizações de segurança;
  3. avaliar a criticidade e o risco associado a cada vulnerabilidade;
  4. definir prioridades e prazos para a instalação das atualizações;
  5. testar as atualizações sempre que necessário antes da sua implementação;
  6. instalar as atualizações de forma controlada e documentada;
  7. verificar posteriormente se foram corretamente aplicadas;
  8. acompanhar os sistemas que permanecem desatualizados e definir medidas alternativas quando uma atualização não possa ser instalada.
As vulnerabilidades críticas devem ser tratadas com prioridade, sobretudo quando existe conhecimento de que estão a ser exploradas ou quando podem comprometer sistemas ou informação crítica para a organização.
Este processo deve ser revisto periodicamente, utilizando indicadores que permitam à organização saber, por exemplo, que percentagem dos seus sistemas está atualizada e quantos equipamentos permanecem vulneráveis.

Adote referências reconhecidas
A implementação deste processo pode ser suportada por boas práticas e normas internacionalmente reconhecidas, nomeadamente a ISO/IEC 27001, a ISO/IEC 27002, o NIST SP 800-40 e os CIS Controls.
Para as entidades portuguesas abrangidas pelo enquadramento da Diretiva NIS2 e respetiva legislação nacional, a gestão de vulnerabilidades e a adoção de medidas adequadas de segurança devem também ser consideradas no âmbito das suas obrigações de cibersegurança.
A adoção destas referências permite transformar a atualização de sistemas de uma tarefa meramente técnica num processo estruturado, baseado no risco e integrado na gestão de cibersegurança da organização.

Evite utilizar contas com privilégios de administrador
Outra medida importante é não utilizar contas com privilégios de administrador para as tarefas do dia a dia, como navegar na Internet, consultar o email ou utilizar aplicações.
Muitos computadores estão configurados para dar ao utilizador um elevado nível de controlo sobre o sistema. Embora esta configuração possa ser conveniente, também aumenta o impacto de uma eventual infeção.
Se um vírus ou outro tipo de malware conseguir entrar no computador através de uma aplicação, de um email ou de um site comprometido, os privilégios de administrador podem permitir-lhe realizar alterações significativas no sistema.
Sempre que possível, os utilizadores devem trabalhar com contas de acesso normal e utilizar privilégios de administrador apenas quando estes forem efetivamente necessários.

A atualização é um processo contínuo
A cibersegurança não se resolve com uma atualização ocasional. Identificar vulnerabilidades, avaliar o risco, aplicar atualizações e verificar o estado dos sistemas deve ser um processo contínuo.
Uma organização que conhece os seus sistemas, acompanha as vulnerabilidades e mantém as suas aplicações atualizadas reduz significativamente a probabilidade de um incidente de segurança e aumenta a sua capacidade de resposta perante novas ameaças.

A salvaguarda de uma password começa logo na sua criação. Ao gerar a sua senha, o utilizador deve ler atentamente as regras de formulação da mesma. Esta deve ser tão complexa quanto a criticidade do serviço a que se destina. Pode usar uma palavra-chave fraca para aceder ao site de um jornal, mas é evidente que a palavra-chave que usa para o seu mail deve garantir maior segurança e que a que usa para consultar ou movimentar a sua conta bancária deve ter uma complexidade ainda mais elevada.


Um cuidado a ter na criação de uma boa palavra-chave é o de não usar elementos pessoais associados a si ou conhecidos por mais pessoas que não o próprio, tais como: datas de nascimento, partes do nome e apelidos, morada, números de identidade, contribuinte, etc. É relativamente fácil obter esta informação a respeito de qualquer pessoa e testar em seguida como senha de acesso em qualquer serviço possivelmente subscrito pelo utilizador.

De evitar são, também, senhas criadas com a proximidade entre caracteres no teclado, como "QwerTAsdfG". Para além de serem já conhecidas estas senhas são facilmente observáveis no momento da digitação. Para reforçar a proteção contra ataques conhecidos, aconselha-se a utilização do comprimento máximo admissível para senhas, definido pelo sistema de autenticação em causa e desaconselha-se a utilização de palavras encontradas em listas ou dicionários de língua portuguesa ou estrangeira. 

Formular uma palavra-chave segura requer imaginação. Por um lado esta deve ser facilmente memorizável, por outro, deve ser difícil de adivinhar por terceiros. Uma forma de aumentar a robustez da senha é a combinação não sequencial de letras, números e símbolos Existem algumas dicas que podem ajudar a criar uma senha forte. Uma metodologia possível será identificar uma frase que lhe seja fácil de lembrar; Exemplo: “criar password forte em três passos para melhorar a segurança”. De seguida utilizar na sua password a primeira letra de cada palavra: “CPFETPPMAS”.

Finalmente poderá ainda substituir letras maiúsculas por minúsculas e letras por números e símbolos: “cPFe3ppm@s”.

Em termos gerais, uma firewall é sistema um controlo de acesso de tráfego que se interpõem entre diferentes redes.

No contexto das redes ou computadores de acesso em casa, as firewalls costumam tomar as seguintes formas:

  • Software especializado a correr no computador de acesso à Internet; ou
  • Firewall de rede, que é um dispositivo dedicado à função de protecção de um ou mais computadores.

Ambos os tipos de firewall possibilitam ao utilizador a definição de políticas para ligações externas (Internet) para dentro do computador que estão a proteger.

Existem firewalls para utilização pessoal, por vezes de distribuição gratuita, designadas por “personal firewalls”. Alguns sistemas operativos já vem com este tipo de funcionalidades.

A maioria das firewalls disponíveis para utilização doméstica vem pré-configuradas, podendo o utilizador parametrizar a partir das configurações iniciais.

Utilize um sistema de firewall – recomenda-se a utilização de um sistema de firewall nos computadores ligados à Internet. Por toda a Internet existem processos controlados por intrusos estão constantemente a percorrer os endereços da Internet à procura de computadores vulneráveis. Os sistemas de firewall proporcionam boa protecção contra este tipo de ataques de reconhecimento. Deve evitar a postura de considerar que após a instalação de uma firewall, os problemas de segurança ficam resolvidos.

Quando são usadas comunicações não cifradas, existe sempre o risco destas serem interceptadas por terceiros, em qualquer um dos nós por onde a comunicação passa. Desta forma é possível interceptar dados sensíveis, tais como nomes de utilizadores e passwords. O HTTPS foi criado para colmatar este tipo de situações.
O HTTPS é um conjunto de protocolos de comunicação para fazer comunicaçõesseguras através de uma rede de computadores. O HTTPS permite cifrar ascomunicações entre dois pontos, de forma a garantir a Confidencialidade e aIntegridade dos dados em trânsito e Não Repúdio da origem ou do destino dascomunicações.
Os navegadores web (web browsers) sabem como confiar e cifrara tráfego web, através de um repositório de certificados emitidos porAutoridades de Certificação (e.g. VeriSign/Microsoft/etc.) que estãopre-instalados nos nagegadores. Desta forma um utilizador deve confiar numacomunicação HTTPS se e só se o seguinte é verdade:

  • O utilizador confia na implementação HTTPS do navegador, bem como nos certificados nele pré-instalados;
  • O utilizador confia na Autoridade de Certificação;
  • O web site apresenta um certificado válido, que foi assinado por uma Autoridade de certificação de confiança;>
  • O certificado identifica correctamente o website (e.g. quando se visita "https://examplo.com", o certificado apresentado está correctamente preenchido para "Examplo, SA";

De uma forma geral, toda a comunicação onde são transmitidos dados sensíveis (nomes de utilizadores, passwords, números de cartões de crédito, contas bancárias, etc) deve ser feita através de HTTPS. Quando lhe são solicitados dados pessoais (isto inclui o seu nome, morada, contactos, palavras-passe, número de cartão de crédito ou outros), verifique se o endereço da página começa por “https://”, caso contrário essa mesma informação pode ser facilmente interceptada por estranhos.

Também deve evitar  fazer login em contas importantes a partir de redes Wi-Fi públicas ou abertas. Um atacante pode facilmenteter acesso a todas as comunicações que faça nas mesmas e pode, inclusivamente, fazê-lo pensar que está a fazer login na sua conta de email quando na verdade está a fazer login numa página criada pelo atacante para roubar a sua password. Verifique sempre se está a ligar-se via HTTPS e não HTTP, pode vê-lo através do site. Se for http:// não está em modo seguro, se for https:// está.

Sempre que estiver a navegar numa sessão autenticada, deve garantir que existe um recurso no website que implemente um evento de terminar a sessão.
O fim de uma sessão autenticada num website é normalmente despoletada por um dosseguintes eventos:

  •  O utilizador termina a sessão;
  • A sessão é autoaticamente terminada pela aplicação devido a um periodo de inactividade.

É muito importante garantir que uma sessão autenticada é terminada, para evitar que um atacante tenha acesso ao identificador de sessão e consiga usar esse identificador para se fazer passar pelo utilizador legitimo da sessão.

Assim, deve garantir que:

  •  Antes de iniciar uma sessão autenticada, deve garantir que todas as janelas do browser estão fechadas;
  • Durante a sessão autenticada deve evitar navegar noutros sites com o mesmo browser;
  • No fim da navegação autenticada, deve usar o recurso de logout ou fim de sessão para forçar o fim da sessão.
  • Depois de terminar a sessão deve garantir que fecha a janela do browser